Apoio na Redução de Riscos e Minimização de Danos

 

O programa de troca de seringas, destinado sobretudo a evitar o contágio do VIH entre consumidores de droga por via injetável, existe desde há 20 anos. À exceção do ano de arranque, nunca o número de seringas distribuídas foi tão baixo como no ano passado, foram apenas trocadas 1952.652, uma diminuição de cerca de 130 mil face a 2014. Foi o primeiro ano desde que deixaram de ser distribuídas nas farmácias.

A troca de seringas, em que o consumidor de droga entrega uma usada e recebe uma nova, é há anos considerado um exemplo de sucesso na prevenção da transmissão do contágio por VIH. Arrancou em 1993, nessa altura apenas com 277.095 seringas trocadas mas desde então os números andaram acima dos dois milhões, como cinco anos em que a barreira dos três milhões foi superada. Em 2011 ficou-se pouco acima do um milhão (1.210.000), em 2013 manteve-se em 1.086.400.

Destinado a utilizadores de drogas injetáveis, segundo uma avaliação da empresa Exige Consultores evitou sete infeções de VIH/Sida por cada 10 toxicodependentes.

Nos primeiros oito anos o Estado poupou entre 400 milhões e 2.000 milhões de euros em tratamentos e outros custos com os doentes evitados, segundo o estudo