Haiti: Redução dos Casos de Cólera

Após a explosão de casos em Maio, a situação tende a estabilizar-se. No entanto, a cólera pode voltar com força novamente no Haiti com a chegada da temporada de furacões e a segunda temporada de chuvas. Medidas urgentes têm de ser tomadas, tais como, o fornecimento de saneamento, higiene e água.

Em Abril, o número de casos de cólera registados nas estruturas de saúde locais em Port-au-prince tinha caído para pouco menos de 400 pacientes por semana, mas durante o mês de Maio aumentou de repente. Na segunda semana de Junho, cerca de 2.891 pessoas foram tratadas pelas Organizações Humanitárias no Terreno, mais de seis vezes o número de casos tratados durante a primeira semana de Abril.

Até agora, este aumento parece ter começado a declinar. Na semana de 13 a 19 de Junho, trataram-se apenas 1.470 casos, 50% menos em relação à semana anterior. A queda é uma boa notícia, mas não podemos deixar de nos preocupar. A Cólera no Haiti está longe de ser Acabar, os técnicos de saúde devem estar preparados. A necessidade de melhorias urgentes mantém-se.
Com a chegada da temporada de furacões e a segunda temporada de chuvas, a epidemia pode voltar com força a qualquer momento.

No dia 3 de Junho, Organizações Humanitárias no País, realizaram uma conferência de imprensa na capital, pedindo aos governos e agências de ajuda internacional para garantir uma resposta adequada.
Epidemiologistas e especialistas em água e saneamento das organizações humanitárias estão a tomar medidas para abordar as fontes de transmissão da doença e evitar a sua propagação.

A cólera é uma infecção grave que pode matar muito rapidamente, mas é facilmente tratável se diagnosticada no início. A bactéria que causa a propagação em meios com saneamento precário, por isso a melhor maneira para os haitianos se protegerem é através de boas práticas de higiene, e consumo de água potável.

Desde que foi declarada uma epidemia de cólera no Haiti em Outubro de 2010, já se apoiou cerca de 140 mil pacientes em todo o país, cerca de 40% dos mais de 330 mil casos notificados. Nos últimos oito meses, a doença já matou mais de 5.000 haitianos.