“Epidemia de sarampo na Síria”

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Uma epidemia de sarampo está-se alastrando pelos distritos no norte da Síria. Existem já 7 mil casos registados indicativo de que as necessidades humanitárias estão crescendo e o sistema de saúde do país está em estado de colapso após mais de dois anos de Guerra Civil.
Com a instalação da violência o programa de vacinação de rotina da Síria foi interrompido em boa parte do país deixando milhares de crianças desprotegidas.
Centenas de milhares de pessoas fugiram das suas casas rumo aos acampamentos para deslocados internos ou acomodações, estas superlotadas em que as condições sanitárias são precárias. Enquanto as taxas de mortalidade permanecem baixas no surto em andamento o sarampo aumenta a vulnerabilidade das crianças a outras infecções e diante da indisponibilidade de cuidados básicos de saúde as complicações decorrentes da doença podem ser extremamente ameaçadoras.

Além das vítimas directas da violência na Síria as taxas de mortalidade estão em curva ascendente principalmente entre os mais vulneráveis devido à falta de medidas preventivas, como a vacinação e à escassez de acesso a cuidados básicos de saúde.

A epidemia de sarampo denota uma piora da situação humanitária no norte da Síria e a condição desesperadora em que grande parte da população vive. Ainda que as equipes de Ajuda humanitária internacional tenham vacinado mais de 15 mil crianças na cidade de Aleppo e mais de 22 mil no resto da província de Aleppo foi desafiador completar a campanha de vacinação devido à proliferação da violência e o medo que é factor dominante na vida das pessoas. As filas tiveram de ser evitadas porque poderiam atrair bombardeiros aéreos ou mísseis. Na província de Idlib 164 casos de sarampo foram reportados em Maio e o número aumentou em Junho. Esse surto surgiu mesmo após a realização de uma campanha de vacinação em massa em Fevereiro quando as equipas imunizaram cerca de 1.900 crianças com menos de cinco anos numa área próxima à fronteira onde viviam cerca de 40 mil deslocados internos.