Emergência Humanitária na Somália

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Paramedicos de catástrofe Internacional e  uma organização humanitária internacional que destaca a violência, os deslocamentos e a escassez de alimentos no cenário humanitário da Somália. As  mortes provocadas pela crise alimentar na região do Chifre da África revela que mais de 29 mil crianças com menos de 5 anos já morreram de fome nos últimos três meses na Somália – uma média de 300 por dia, quase 15 por hora. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), 640 mil crianças somalis estão subnutridas e 3,2 milhões de pessoas – de uma
população total de 7,5 milhões – precisam de ajuda imediata para sobreviver.

No final de julho, a ONU declarou situação de fome em mais três regiões do sul da Somália, elevando a cinco o total de áreas atingidas. O número já chegou em seis pouco mais de um mês depois se  calcula que dezenas de milhares de pessoas tenham morrido em decorrência do actual período de seca, o pior a afectar a Somália em 60 anos.

 

O alto índice de crianças somalis com desnutrição aguda indica que o número de óbitos entre crianças pequenas aumentará ainda mais“ Enquanto o governo somali e a comunidade internacional prevêem um futuro mais optimista para o país, com foco em estabilidade e desenvolvimento, não podemos esquecer que milhares de pessoas continuam expostas a níveis extremos de violência e precisam de assistência
emergencial e essencial para sua sobrevivência” Mais da metade das pessoas disseram ter tido de deixar suas casas; aproximadamente metade
delas mencionou violência ou medo de ataques e um terço a falta de alimentos como causas principais dos deslocamentos. Estima-se que quase a metade da população somali – 3,7 milhões de pessoas – esteja sofrendo com a crise, a maioria no sul do país actualmente se alcança 1,5 milhão de pessoas e busca abranger um número maior em regiões ainda não acessíveis. A agência elogiou a recente declaração do grupo Al-Shabaab, que controla áreas do sul da Somália, de que a ajuda humanitária agora terá o acesso permitido na região “A falta de segurança, de comida, de humanidade, de liberdade e a separação da família são as piores coisas da vida. Já tive de me deslocar mais de dez vezes em minha
vida. Meu marido foi morto em um ataque e dois de meus filhos morreram porque eu não pude alimentá-los as necessidade de a assistência humanitária ser mantida como uma prioridade em regiões do centro-sul da Somália e que é preciso que essa ajuda se mantenha independente de qualquer agenda política.