Emergência Humanitária na Líbia: um milhão de pessoas necessita de ajuda humanitária

Mais de um milhão de pessoas necessita de ajuda humanitária na Líbia, segundo as Nações Unidas, numa altura em que as forças de Muammar Khadafi tentam retomar o controlo de Zawiyah e lançaram mais um ataque aéreo em Ras Lanuf. A NATO avisa que, comunidade internacional, não ficará de braços cruzados se os ataques à população continuarem.

Aproximadamente 99 mil pessoas fugiram da Líbia pela fronteira com a Tunísia, nos últimos dias. Desde o dia 3 de Março, o fluxo de pessoas atravessando a fronteira diminuiu, passando de 9 a 17 mil pessoas por dia para uma média de 3.500 pessoas por dia.

A organização Paramédicos de Catástrofe Internacional – PCI, segue atentamente os acontecimentos e está pronta para oferecer assistência médica e medicamentosa. PCI está a preparar uma equipa médica, composta por cinco voluntários, para a avançar para o terreno.

As pessoas feridas supostamente não têm autorização para sair da Líbia, e poucos casos de feridos que conseguiram atravessar a fronteira, foram relatados. Ao mesmo tempo, equipes e materiais médicos são impedidos de atravessar o lado tunisiano da fronteira.

PCI tem procurado alternativas para enviar remédios e assistência médica, para atender as necessidades das equipas médicas, que actuam na parte ocidental da Líbia.

Viajar pelas estradas até a capital do país, Trípoli, onde se estima que as necessidades médicas emergentes sejam imensas, é tido como algo quase impossível, por enquanto, devido à insegurança. A organização médico-sanitária PCI enfatiza que a integridade das instalações e das equipes médicas, bem como dos pacientes, precisam ser respeitadas segundo as convenções de Genebra para a Ajuda Humanitária. “Deve ser dada prioridade absoluta a equipas médicas e material médico, para garantir a tão necessária e urgente assistência médica de emergência e para ajudar as unidades médicas que lutam para lidar com o fluxo de feridos, que cada dia contribuem para o agravamento da situação no país.”