Combates no Darfur – Emergência Humanitária

Cerca de 35 mil pessoas fugiram dos combates entre o exército do Sudão e rebeldes de Darfur e estão a ser encaminhadas para campos de refugiados e refúgios já superlotados no território, disseram este domingo as forças de manutenção da paz. O Exército sudanês entrou em combate com insurgentes no vilarejo de Khor Abeche, no Sul de Darfur, pelo menos três vezes este mês, obtendo fortes críticas por parte dos enviados da Organização das Nações Unidas.

“A Missão notou que aproximadamente 12 mil pessoas fugiram da região e estão a ir para os campos de refugiados de Shangil Tobaya e Zam Zam, perto de El Fasher, no Norte de Darfur”, afirmaram as forças de manutenção de paz Unamid, em comunicado. O Exército sudanês atacou combatentes do Movimento e Libertação do Sudão, leais a Minni Arcua Minnawi, na semana passada, e os combates continuaram na sexta-feira, afirmou a força conjunta da ONU e da União Africana. Minnawi foi o único líder rebelde a assinar, em 2006, um acordo de paz do governo. O Exército sudanês declarou no começo deste mês que Minnawi era um alvo militar, acusando-o de quebrar um cessar-fogo e formar uma equipa de rebeldes que ainda lutam contra o governo. Os combates podem o calcanhar de Aquiles no acordo de paz, que foi boicotado pelos dois principais grupos rebeldes da região e não contribuiu em nada para conter a violência, bandidagem e instabilidade no território.

Organizações Humanitárias já começaram a enviar kits de Ajuda Humanitária de Emergência e outros mantimentos básicos, para o país. No que diz respeito à segurança das Organizações Humanitárias no terreno é muito escassa, pois não existe respeito local pelos organismos de ajuda humanitária, o que faz com que as ONGH sejam poucas a intervir no socorro e ajuda às populações localmente.

A situação no país tem se agravado no que diz respeito à falta de assistência médica e medicamentosa, saneamento básico e abrigos para os refugiados que têm chegado cada vez mais diariamente. É também uma grande preocupação humanitária a protecção dos direitos humanos.

PCI estão atentos ao evoluir da situação no país, a fim de poder avaliar a ajuda a ser prestada localmente.

Neste sentido PCI solicita às autoridades locais para terem em conta o sofrimento de milhares de adultos e crianças inocentes, de forma a proteger assim os seus direitos consagrados na carta Internacional das Nações Unidas dos Direitos Humanos

Fonte:ONU