Atenção primária de saúde. Informação e Sensibilização para a Saúde. Toxicodependência


 

Contexto

Tendo por base a experiência de intervenção de Paramédicos de catástrofe Internacional –PCI , com as comunidades imigrantes constata-se que estas se encontram num segmento da sociedade, face à saúde, de muito fragilidade e de vulnerabilidade extrema acentuada pela pobreza e pela falta de recursos.
Pelo que as equipas de terreno dos Projectos podem testemunhar, o imigrante em Portugal, e devido à forte carga aculturativa que sofre, encontra-se como um dos mais vulneráveis, nomeadamente nos factores que se referem ao acesso à saúde, factores esses que podemos distinguir em três grandes aspectos.

Um primeiro, conotado pelo fraco poder de compra, muito relacionado com os baixos ou muito baixos rendimentos auferidos, estando em idade activa, normalmente ocupam os sectores laborais mais desqualificados e por isso menos remunerados. A falta de poder de compra, leva muitas vezes a que o imigrante nesta situação, seja obrigado a preterir à monitorização da saúde quando está saudável, ou à compra de medicamentos e total toma de tratamentos quando está doente, conduzindo-o muitas vezes à doença prolongada sem assistência.

O segundo aspecto é a fraca adesão ao Sistema Nacional de Saúde. Conforme o que foi relatado pelas equipas de terreno que acompanham estas comunidades, o imigrante residente no concelho tem pouca ou nenhuma sensibilidade para com os factores associados à sua saúde e por isso é pouca a percentagem destes que se inscreve nas estruturas de Saúde da sua área de residência, e que têm por hábito aceder ao Centro de Saúde, bem como a outras instituições similares.

Com os conhecimentos adquiridos da nossa experiência, no caso das comunidades imigrantes esta resistência na procura de apoio junto das estruturas de saúde pode ter uma de duas origens, a primeira por medo de ser discriminado pelos técnicos de atendimento, no caso dos Irregulares por medo de denuncia às autoridades, e uma segunda associada à falta de sensibilidade de monitorização da sua própria saúde e falta de conhecimento de onde se dirigir para obter esta oferta de serviços, muitas vezes agravada pelo distanciamento para com os meios e formas de comunicação do SNS e das suas acções que provocam barreiras culturais e linguísticas, que na maior parte dos casos provocam uma interrupção na transmissão das informações.

O último aspecto aqui considerado está ligado às problemáticas associadas à marginalização e à pobreza, em que o individuo ao ver frustradas as suas expectativas no processo migratório incorre em comportamentos aditivos, tais como, o consumo abusivo de álcool, em algumas culturas fomentado por factores culturais de origem, mas também de tóxicos ilícitos. Como resposta à falta de recursos e na tentativa de poder corresponder às suas necessidades, também é frequente em intervenções de carácter de proximidade junto das comunidades migrantes, encontrar mulheres trabalhadoras do sexo, muitas vezes com consumos associados e vítimas de proxenetismo.

Objectivo Geral

Reduzir a propagação do VIH/sida em comunidades.

Objectivos Específicos

Aumentar a prestação de Cuidados Primários de Saúde, incluindo o Apoio Psicossocial na população-alvo.

Promover o desenvolvimento de competências sociais e atitudes positivas face à saúde.

Reduzir o impacto dos Comportamentos e Práticas de risco Associadas ao consumo de drogas.